Saiba quem são os defensores da liberação dos cassinos no Brasil

A possível liberação de jogos de azar no Brasil é um assunto que vem ganhando cada vez mais repercussão não apenas entre os entusiastas de cassinos e casas de apostas, mas também entre alguns políticos que são defensores da regulamentação.

No entendimento de muitos, a implementação de cassinos do país teria um potencial de atração de investimentos na ordem de até R$ 40 bilhões. Além disso, a total regularização de sites de jogos e apostas esportivas traria mais arrecadação de impostos, já que atualmente as empresas que exploram os jogos no país são baseadas no exterior e, por tanto, não há nenhuma geração de receita para o Brasil.

Segundo dados levantados, o número de turistas que viajam o mundo apenas para apostar em cassinos é superior a 2 milhões, mas a quantidade de possíveis apostadores é muito maior que isso. Afinal, é preciso levar em conta os turistas comuns que podem ser atraídos pelas apostas em cassinos, seja por curiosidade, entretenimento ou pela crença de que pode ficar rico em jogos como roleta, caça-níqueis ou poker, por exemplo.

Embora o projeto de lei ainda encontre resistências, sobretudo na chamada “Bancada Evangélica”, há alguns importantes nomes da política nacional que são defensores da legalização dos jogos. Confira abaixo alguns desses apoiadores.

Paulo Guedes

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O ministro da Economia é um dos defensores da implementação de cassinos no Brasil por entender que a medida vai impulsionar o turismo, sobretudo de executivos e milionários que gostam de apostar. Ele enxerga a instalação de cassinos como uma oportunidade de negócios. Em reunião ministerial que se tornou pública, Paulo Guedes citou exemplos como Singapura, que teve um enorme salto do número de turistas, e Macau, que também tem um alto número de visitantes graças aos seus cassinos.

No entendimento do ministro, a liberação de cassinos não será prejudicial para o brasileiro-médio (um dos principais argumentos dos contrários à legalização), uma vez que o principal público será o turista de alto poder executivo que vêm ao país a negócios ou a lazer e pode, eventualmente, buscar alguma fonte de entretenimento no mundo das apostas.

 

Marcelo Álvaro Antônio

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Outro que é um notório defensor da legalização dos jogos é o ministro do Turismo, que também vê na implementação de cassinos uma possibilidade de geração de receita em tempos de crise – sobretudo após a pandemia do Coronavírus. No entanto, a ideia do ministro é fazer cassinos integrados a resorts de luxo, como uma forma de restringir público.

“Não defendemos a legalização de jogos de azar, bingos, caça-níqueis. O que defendemos é cassinos integrados aos resorts, que ocupam cerca de 3% a 5% do resort, ajudam a subsidiar as tarifas do resort. Essa é a ideia”, disse Marcelo em entrevista ao jornal A Tarde.

“Eu não falaria em cassino. Falaria em cassinos integrados a resorts, onde terão acesso as pessoas que consigam contratar um pacote turístico para passar férias naquele resort. Isso vai preservar o grosso da população brasileira de ter acesso às maquininhas”, completou.

 

Gilson Machado Neto

gilson machado neto

Outra personalidade ligada ao setor turístico que é um entusiasta da liberação dos jogos de azar é Gilson Machado Neto, presidente da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. Para ele, é uma oportunidade de até triplicar o número de turistas que o país recebe e, com isso, aumentar as receitas.

Segundo Gilson, é necessário haver um comum acordo entre Congresso, Polícia Federal, Receita Federal e as igrejas eclesiásticas e evangélicas, que são contrárias à implementação. Além disso, o presidente da Embratur acredita que podem ser adotadas práticas para evitar que os cassinos sejam usados para lavagem de dinheiro, outro temor daqueles que são contrários à legalização. Gilson acredita que, em caso de liberação, o Brasil poderá atrair mais de R$ 60 bilhões de investimento estrangeiro.

 

Vinicius Lummertz

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Ex-presidente da Embratur e atual secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Vinicius Lummertz já defendeu publicamente sua posição favorável à implementação de cassinos no país. Durante o Congresso Brasileiros de Jogos de 2019, o político também disse acreditar em alta atração de investimentos em caso de regulamentação, além da potencial geração de empregos.

“O nosso país é o único da América do Sul que não tem cassino. Quando houver a devida regulamentação da abertura dos cassinos, já há uma expectativa de investimentos da ordem de mais de 50 bilhões de reais em todo Brasil e geração de 190 mil empregos”, afirmou.

 

Rodrigo Maia

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Existem diversos deputados favoráveis à total regulamentação dos jogos de azar, mas o caso mais emblemático é o de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. O político do DEM se mostrou favorável à liberação dos jogos em recente sessão parlamentar. Segundo ele, eles já existem, mas são operados por players estrangeiros e por isso não geram arrecadação para os cofres públicos, o que é uma verdade.

“O jogo na Internet já existe. Só não há arrecadação em nosso país porque não há uma regulamentação. E esse tema certamente vai precisar ser discutido o mais breve possível”, disse o deputado, que sempre foi um grande entusiasta da liberação dos cassinos e jogos online.

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